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FELIZ ANO NOVO, GRAVATÁ!!!
Mesmo distante do Brasil e principalmente distante de Gravatá, gostaria de deixar a minha mensagem de felicidades, amor, saúde, dinheiro e sorte.
Quando eu deixei Gravatá há 24 anos, eu parti em busca de uma vida melhor e em busca da concretização dos meus objetivos. Já conheci o mundo quase todo, vivo no Canadá, sou formado em Fisioterapia e quero mais.
No entanto, eu nunca deixo de olhar para as minhas raízes e nunca deixo de ler e ficar inteirado dos fatos e acontecimentos que acontecem em Gravatá. Sempre que vou à Gravatá, infelizmente posso deixar de ver e dizer que:
Dói em mim ver que a violência e a proliferação das drogas na nossa querida cidade andam em ritmo crescente.
É triste e revoltante ver que as nossas tradições, como a Festa de Reis, estão sendo ceifadas das nossas vidas e virando apenas lembranças distantes.
É triste andar na “modernizada” feira de Gravatá e não mais encontrar os repentistas que outrora alegravam as feiras da nossa cidade.
Cadê a feira de panelas de barro que antes se localizava ao lado da Matriz?
Não sinto mais o cheiro da feira de ervas e temperos!
Por que o Mercado de Charque, apesar de reformado, ainda continua fechado?
Cadê os pastoris? Cadê os sanfoneiros?
Por que a Literatura de Cordel não é mais ensinada nas escolas?
O que aconteceu com os desfiles do 7 de Setembro?
Por que esses “forrós” chamados de modernos tomaram conta do nosso São João? Por que o Frevo e Maracatu não são ensinados nas escolas?
Por que as nossas festas, já desfiguradas, são regidas sempre por bandas de forrós com mulheres em trajes mínimos e músicas com letras ridículas e sem poesia.
Por que desfiguraram a Escada da Felicidade na subida para o Alto do Cruzeiro? Que nomes são aqueles que substituiriam os nomes originais daqueles que REALMENTE fizeram a História de Gravatá, como Devaldo Borges e Antônio Farias?
Até quando veremos a nossa História e as nossas tradições serem mutiladas por políticos que não são gravataenses, mas que sempre vencem as eleições em nossa cidade quase sempre em troca de um saco de cimento, uma dentadura ou até mesmo por uma cesta básica? Salvem-se as exceções.
Ainda há esperança? Que em 2011, o povo comece a acordar; mas no sentido de despertar. Não basta desejar felicidades, amor, dinheiro e saúde. É preciso muito, muito mais! Precisamos de educação de qualidade, pois somente a educação será capaz de mudar tudo isso. Não esqueçam que a modernidade PODE E DEVE caminhar em harmonia com a tradição, sempre.
Que Deus nos ajude! Eu amo essa terra! Eu amo essa gente! Tudo de bom para todos nós!
“Vamos precisar de todo mundo. Um mais um é sempre mais que dois. Pra melhor juntar as nossas forças, é só repartir melhor o pão. É criar um paraíso agora, para merecer viver depois.” (Beto Guedes)
Obrigado,
Josivaldo Rodrigues
Toronto – Canadá